terça-feira, março 20, 2007

Eleita "Peniche, Cidade do Surf".

Brevemente irei encerrar a sondagem que corre na sidebar, sobre a imagem de marca para Peniche.
Duas hipóteses granjearam maior simpatia, num total de mais de 120 votos em cerca de 20 dias.
Confesso que votei vencido!
A marca Peniche Cidade do Mar foi batida pelo slogan Peniche Cidade do Surf. Foi um honroso e distanciado vencedor.
Do que aqui foi debatido no início da sondagem, e das excelentes colaborações de alguns leitores, ficou provado que são estas duas marcas as com maior aceitação, sendo a marca Surf aquela que apresenta um maior potencial diferenciador para Peniche, conforme os argumentos apresentados, aos quais acabei por me render.
Foi esta discussão e seus resultados que motivaram o PX, do Península de Peniche, a eleger o Surf e suas variantes como tema fundamental na excelente renovação que fez no seu blogue, acrescentando uma série de informações, links e outros utilitários, que tão bem servem Peniche nesta assumida vocação.
Só posso pois terminar com uma foto ilustrativa dessa modalidade.
E o que é aquilo ali por baixo da prancha?????
Ah...claro, é o MAR!

8 contributos:

At 20/3/07 16:22, Anonymous PB disse...

Acreditem que foi uma boa opção. Pena que não seja vinculativa... Agora, "só" falta vender a ideia à CMP, a Região de Turismo do Oeste e ao ITP (ex-ICEP).
No entanto, é curioso verificar que Peniche se está a tornar mundialmente conhecida como uma Meca do surf, sem qualquer esforço ou investimento por parte das entidades oficiais encarregues de promover a nossa oferta turística. Isto quer dizer duas coisas:
1) o surf é de facto um grande "plus" de Peniche, capaz de se promover por si próprio sem campanhas ou stands em feiras internacionais de turismo
2) não há melhor meio de divulgação que o "word of mouth", o passa-palavra, o "diz que"

O que falta hoje a Peniche é complementar aquilo que a Natureza já fez, ao garantir condições únicas para o surf. Como? Desenvolvendo complementos para quem chega para fazer surf. Fazem falta melhores restaurantes, melhores alojamentos, melhores bares, melhores serviços (visitas às Berlengas?, passeios de barco à volta de Peniche ou Baleal? passeios nos quase extintos burros pelos campos e arribas de Ferrel?), oferta cultural de qualidade (concertos, museus*, etc, etc...).
Assim, quem chega para fazer surf não vai embora no 1º dia sem ondas. Eu próprio já fiz várias viagens para surfar e soube-me bem - e melhor ainda à minha namorada - depois de mais uma sessão ou quando não havia ondas, fazer coisas completamente distintas "ali à volta", mantendo a mesma base.
Acreditem numa coisa: Peniche não pode desperdiçar este filão. O surfista de carrinha "VW pão de forma" é passado, e há por essa Europa muito €uro com vontade de ser gasto numa semaninha de surf.

Abraços

* Porque não fazer um Museu da Pesca, que mostrasse como se controem (construíam?) as traineiras (mostrando uma em tamanho real seccionada ao meio para que todos vissem a sua estrutura interior), que desse a conhecer as artes da pesca, que mostrasse vídeos com depoimentos e histórias de velhos mestres ainda vivos...e já agora, com uma lojinha de "souvenirs" à saída?

Ideias não faltam. É só puxar pela cabeça e deixar de olhar para anteontem e de suspirar "que isto não anda pra frente".

 
At 20/3/07 18:17, Anonymous Anónimo disse...

acordaram, na fortaleza tem um museu com algumas coisas nesse genero até tem maquetes, ninguem liga, agora os surfistas inventaram o mundo

 
At 20/3/07 22:06, Anonymous Anónimo disse...

Não inventaram...Mas deram uma ajuda boa!

 
At 21/3/07 09:39, Anonymous Anónimo disse...

O surfista de carrinha "VW pão de forma" é passado, e há por essa Europa muito €uro com vontade de ser gasto numa semaninha de surf.

Isto é malta que não pára no parque de estacionamento do Baleal e não vai ao bar do Bruno em Julho e Agosto. Só pode!
O surfista de hoje é igual ao de ontem. Anda de carrinha, fuma ganzas e é capaz de levar mais do que aquilo que deixa.

 
At 21/3/07 12:12, Blogger PX disse...

Caro anónimo

Não concordo, eu conheço bem os surfistas do passado, mas conheço, porque duarante quase 20 (vinte)anos, não foram 20 dias fiz parte dessa legião, e de um certo modo ainda faço, é claro que ainda existem muitos surfistas de carrinha, e ainda bem que existem, mas hoje não nos podemos esquecer das inumeras escolas de surf que existem em Peniche e do potêncial ecomómico que muitos europeus tem para aplicar numas férias "radicais", haja condições e eles aparecem dispostos a gastar dinheiro e a divertirem-se.
P.S.-Em relação às "ganzas" conheço muitos surfistas que nunca fumaram, alguns dos melhores que Peniche já teve, é claro que outros ... mas isso é assim no meio do surf, como noutro meio qualquer, portanto não venha passar a ideia que os surfistas são todos uma cambada de "ganzados", porque isso não é verdade, sabe eu ainda sou do tempo de não poder entrar no Voilá só porque era surfista, como os tempos mudam.

 
At 23/3/07 23:30, Blogger BRC disse...

Esse anónimo não conhece, nem nunca conheceu nada.

“Isto é malta que não pára no parque de estacionamento do Baleal e não vai ao bar do Bruno em Julho e Agosto. Só pode! O surfista de hoje é igual ao de ontem. Anda de carrinha, fuma ganzas e é capaz de levar mais do que aquilo que deixa.”

Isto é um tipo de conversa que não esperaria nos dias que correm… Mas pronto, tenho que me resignar e preparar-me para tudo. A generalização é em si mesma tão confrangedora que desmerece o próprio autor, daí que pouco reste a dizer. No entanto, lá vai.

Quanto à “carrinha”, daquilo que conheci e vi, era um pesado de passageiros, de vez em quando, no verão, quando havia trocos para o bilhete. O resto do ano, essencialmente, era a pé, de bicicleta ou à boleia. Mais tarde, basicamente, toda a gente se passou a transportar em ligeiros de passageiros. Os monovolumes são mais recentes, e neste segmento a Renault Espace fez furor entre a tribo.

Sobre as “ganzas”, o anónimo lá saberá. A coberto do seu anonimato. O que é sempre conveniente e prudente…

Quanto ao que o surfista leva e ao que deixa, essa é uma contabilidade de merceeiro que não sei como é que a faz. Leva o quê? Areia da praia? Pés de galo nos bolsos? Deixe-se de disso e ponha os olhos em qualquer coisa fora daqui! Faz alguma ideia do que é que este desporto representa e movimenta nos dias que correm? Evolua!

 
At 26/3/07 15:40, Anonymous PB disse...

Excelente resposta, brc.
Para além de que as ganzas a que se refere, a julgar por um post anterior, provavelmente foram vendidas pela própria GNR...

 
At 1/4/07 22:52, Anonymous mu disse...

é preciso não conhecer muito do mundo actual para comentar o surf e os surfistas com tanto desprezo. talvez uma viagem a frança/inglaterra/espanha/eua/australia/indonésia/brasil/etc para melhor entender o que significa hoje em dia o surfe; em termos económicos e sociais. esta mentalidade... talvez um passeio por peniche/baleal por estes dias de páscoa bastasse. felizmente os jovens desta região não vão por aí. quanto às "ganzas" e etc, são uma "porcaria", como o álcool, tabaco e a ignorância

 

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