sexta-feira, junho 22, 2007

Odor sem praga

O fenómeno é cíclico.
Com o início do Verão e duma maior utilização das praias, intensificam-se os protestos relativos aos maus cheiros em Peniche.
Na Praia da Gambôa/Peniche de Cima, onde se pragueja contra os fumos e cheiros da fábrica IDAL (eu sei que agora tem outro nome mas não me recordo qual), e no Molhe Leste/Supertubos e Campismo onde a visada é a Fábrica de Farinha de Peixe.
Face à impunidade com que estas situações perduram, sabe bem o escape dum bem endereçado vitupério.
Grave por isso, é a situação de quem se prepara para uma corridinha junto ao início da pista pedonal para o Baleal.
Quem começar, como eu, com umas valentes inspirações, quase cambaleia.
Olha ao alto, agressivo, procurando o culpado.
Mas atendendo à equidistância dos dois focos, queda-se frustrado sem saber contra quem praguejar....

7 contributos:

At 22/6/07 11:27, Blogger DarkAngel disse...

subscrevo por inteiro. nos dias que correm é no minimo inadmissivel que aquelas aberrações aconteçam de forma permanente e impune

 
At 22/6/07 12:43, Anonymous Anónimo disse...

E não nos podemos esquecer que se quisermos passear pela marginal sul, vamos certamente ser brindados com o aroma impar da Etar.

 
At 22/6/07 14:53, Anonymous Anónimo disse...

Também concordo que os maus cheiros é mais um problema em Peniche.
Gostaria que explicassem porque é que a ETAR, que deveria ser inodora, emana um cheiro pestilento daqueles.
Tenho notado em várias situações que durante a madrugada paira um cheiro horrível pela cidade. Já me aconteceu ter deixado as janelas abertas e quando chego a casa é um cheiro que não se aguenta!

 
At 23/6/07 01:43, Anonymous Amigo de Peniche disse...

ESIP,European Seafood Investments, Portugal Lda.

A Etar funciona mal porque ao não ter emissário submarino descarrega os efluentes mesmo junto à costa.

Depois não está preparada para tratar águas salobras e salgadas que resultam das fábricas que processam pescado.

O processo biológico de tratamento de esgotos fica sempre áquem do que deveria ficar.

Para além disso tem problemas graves de arejamento.

Quanto aos cheiros das fábricas, parece-me que o da ESIP não é tão "pestilento" nem se propaga tanto como o da N. Dias, essa fábrica que processa resíduos pescado resultantes de outras unidades fabris, facto que tem levado muita gente a defendê-a por isso.
Quanto não custaria a mais a estes senhores empresários encontrar outras soluções para os seus resíduos, caso estes não fossem transformados em farinha?
E nos outros sítios? Também há fábricas destas?
Também cheiram mal que se fartam?

Penicheiros, ajudem-me a responder a esta pergunta.

 
At 25/6/07 11:13, Blogger jp disse...

Agradeço os comentários e o nome da empresa teimosamente em falta.
Quanto às questões levantadas no último comentário (amigo de peniche), não sou tão optimista em relação a possíveis alternativas. Os resíduos de peixe para farinha são sub-produtos com valor muito baixo e que os industriais estão desejosas de os endossar o mais rapidamente possível. Tal inviabiliza o recurso a fábricas mais distantes. Também não estou a ver outro processo para valorizar este tipo de resíduos, tanto mais que o destino actual tem dado mostras de eficiente valorização.
Quanto aos cheiros de outras fábricas deste tipo, sei ter existido uma deslocação duma comitiva de Peniche à Dinamarca, para validar a transferência da fábrica para o local actual. Tal visita não impediu a transferência em causa, pelo que deduzo que existam fábricas deste tipo com menos impacto odorífero.
Assim sendo, ou a tecnologia adoptada não foi a correcta, idêntica à visitada, ou estão a existir "savings" produtivos pelo facto do processo não ser convenientemente monitorizado.
Só vejo por isso uma solução para minimizar o problema. É que a autarquia forme uns dos seus técnicos para este tipo de tecnologia, para que possa proceder a inspecções surpresa sempre que se verificarem maus cheiros, ou consiga que tal seja feita de modo expedito pelo Ministério do Ambiente.
Se se verificar que não existe qualquer anomalia em termos de processo, então só resta mesmo voltar a relocalizar a unidade, para algures no meio do pinhal da Câmara....

 
At 29/6/07 12:04, Anonymous Mnel disse...

Caso não saibam, saiu recentemente um artigo na prestigiosa edição de fim de semana do Financial Times (Weekend) sobre Peniche e as suas ondas.
O artigo está fantasticamente bem escrito e é muito positivo para Peniche... o único ponto negativo, referido logo à cabeça, é precisamente o cheiro da fábrica de peixe !!

PS. o FTWeekend é para a classe financeira mundial media-alta e tem artigos sobre como gastar o dinheiro -How to Spend It (Aston Martins, vinhos e champanhes luxuosos, jóias etc) – ela já sabe que Peniche cheira mal :-(

 
At 19/11/08 15:20, Anonymous Anónimo disse...

Concordo plenamente... essa zona das fábricas todas até é conhecida pela "recta do cheira-mal". Temos de resolver este problema, quero estar na praia descansada sem levar com o mau-cheiro em cima e cada vez que respirar ser um ar puro e nao a cheirar a peixe (e não so), e quero estar a fazer exercicio fisico no parque urbano e respirar livremente!! o que poderemos fazer??

 

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